Defesa de agressor de Bolsonaro pede avaliação de sanidade mental na Justiça

10 Setembro 2018
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Zanone Manuel de Oliveira Júnior quer que banca com psiquiatras avalie a situação de Adélio Bispo.

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Um dos advogados que representa Adélio Bispo de Oliveira, Zanone Manuel de Oliveira Júnior, vai entrar na tarde desta segunda-feira (10) com uma petição de incidente de insanidade mental na Justiça Federal em Juiz de Fora.

Ao G1, ele disse por telefone que o pedido está previsto no artigo 149 do Código de Processo Penal brasileiro.

“O pedido é para tentar instaurar um incidente de insanidade mental do Adélio. Esperamos que a magistrada defira, para que o nosso cliente passe por uma banca com psiquatras, que vão verificar suas capacidades mentais”, alegou.

“É bem capaz que a juíza abra vista do nosso processo. A lei fala em 45 dias, mas os profissionais irão conversar com ela e eles vão avaliar o prazo correto”, concluiu.

O presidenciável está internado desde sexta-feira (7) no Hospital Albert Einstein, na Zona Sul de São Paulo, se recuperando de uma facada levada durante ato de campanha no Centro de Juiz de Fora, na tarde de quinta-feira (6).

Após o ataque, o candidato à Presidência pelo PSL passou por cirurgia na Santa Casa de Juiz de Fora.

A defesa de Adélio explicou que vai alegar à Justiça Federal que o cliente tem histórico de tratamento psiquiátrico e sofre de insanidade mental.

O advogado também justificou que o agressor já fez uso de medicação.

"Primeiro que ele tem um histórico pretérito de uso de medicação controlada, tarja preta. Ele nos relatou isso. Ele já fez várias consultas com neurologista, inclusive acompanhamento com psiquiatras. Isso nos foi passado por ele. Além disso, ele disse que foi Deus que mandou. Ou seja, se ele está ouvindo vozes, aqui a gente tem aquela figura de delírios persecutórios", afirmou.

O advogado, que trabalhou nos casos do goleiro Bruno e da missionária americana Dorothy Stang, disse à reportagem do Jornal Nacional que foi contratado por um homem de Montes Claros, que seria da mesma igreja do agressor. Também estão na defesa Pedro Augusto de Lima Felipe e Possa, Fernando Costa Oliveira Magalhães e Marcelo Manoel da Costa.

Sigilo sobre pagamento
Os defensores não revelam o nome da pessoa por quem foram contratados para defender Oliveira, nem o valor recebido. “A pessoa me procurou, pediu anonimato, pediu sigilo e nos pediu, no primeiro momento, que a gente acompanhasse a diligência, só aquele flagrante, aquela parte do inquérito policial. Assim foi feito e aqui nós estamos”, disse Junior.

Ele afirmou também que o trabalho da defesa não tem relação alguma com partidos políticos ou nomes públicos conhecidos. Mas que o contratatante tem um viés religioso com Oliveira, contudo não se trata de uma igreja. "O sujeito nos contatou dizendo que tinha um certo laço via religião com o Adélio", disse.

 

Durante todo o sábado (8), circularam nas redes sociais suspeitas contra os advogados, indagando quem estaria por trás da contratação deles. No fim da tarde, a Ordem dos Advogados do Brasil de Barbacena, na Zona da Mata de Minas, divulgou nota de repúdio sobre as suspeitas levantadas nas redes sociais em relação aos advogados.

Agressor foi indiciado pela PF
No momento em que foi esfaqueado, Bolsonaro fazia corpo a corpo com eleitores na Rua Halfeld. O suspeito de atacar o candidato tem 40 anos e foi preso na delegacia da Polícia Federal, onde confessou o crime.

Ele foi transferido para o Centro de Remanejamento do Sistema Prisional (Ceresp) de Juiz de Fora e, de lá, foi para o presídio federal de Campo Grande (MS).

No dia do ataque, outro advogado de Adélio, Pedro Augusto Lima Possa, disse que seu cliente assumiu a autoria do atentado e que agiu por "motivações religiosas, de cunho político". "Ele não tinha intenção de matar, em momento algum. Era só de lesionar", disse Possa.

O agressor é formado em pedagogia. Atualmente, não há registro de filiação partidária dele, mas Oliveira foi filiado ao PSOL entre 2007 e 2014. Ele tem passagem na polícia em 2013 por lesão corporal.

 

A executiva do PSOL em Minas Gerais confirmou que o agressor foi filiado ao partido no passado e divulgou nota repudiando o ataque e cobrando uma investigação.

A Polícia Federal indiciou o agressor pelo crime de "atentado pessoal por inconformismo político" com base no artigo 20 da Lei de Segurança Nacional.

Por essa acusação Oliveira pode ser condenado a uma pena de 3 a 10 anos de prisão. A legislação prevê ainda que se a agressão resultar em lesão corporal grave, a pena pode ser até mesmo dobrada.

Fonte: (G1)

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Gisele Ramos

Gisele Ramos é designer gráfico formada em Publicidade e Propaganda, diretora da Gitramos Publicidade, redatora do Diário Notícias e está atualmente em processo para uma cirurgia bariátrica. Não se incomoda nenhum pouco em ser gordinha,mas a saúde vem sempre em primeiro lugar.  Instagram: giseletramos

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