Médico do Botafogo diz que não houve erro com Gatito: "Tratamos com tudo de melhor no mercado"

15 Outubro 2018
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Dr. Ricardo Bastos explica que goleiro voltaria em agosto sem a nova lesão, revela fisioterapia de até 6h e a busca do próprio clube por especialista: "Estamos tentando cercar de todas maneiras"

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O drama de Gatito Fernández, sem conseguir voltar a jogar seis meses depois de sua lesão no punho direito, levantou questionamentos por parte de torcedores se houve erro médico do Botafogo no tratamento do goleiro: devia ter passado por cirurgia? Foi liberado cedo demais para o treinamento com bola? Teve alguma coisa diferente que poderia ter sido feita para melhor? Internamente no clube, todos têm a convicção de que não teve falha alguma.

Procurado pela reportagem do GloboEsporte.com, o Dr. Ricardo Bastos, um dos três médicos do Alvinegro ao lado do Dr. Christiano Cinelli e do Dr. Salvio Magalhães, explicou por telefone o passo a passo da recuperação e garantiu que Gatito foi tratado com "o melhor disponível no mercado". Ele revelou ainda que foi o próprio clube que buscou um especialista para o caso e que o goleiro teria voltado a jogar em agosto, não fosse pela nova lesão, desta vez de ligamento.

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Bastos esclarece que os especialistas recomendaram o tratamento conservador, sem um procedimento invasivo como é a cirurgia, e que o problema atual foi um acidente ocorrido durante um treino quando ele já estava para voltar. A nova lesão é ainda mais delicada do que a primeira por ser tratar de partes moles do corpo, em que não é recomendável a imobilização, e por isso ele não tem previsão. Gatito atualmente tem feito até seis horas de sessões diárias de fisioterapia.

Confira a entrevista
GloboEsporte.com: Como aconteceu essa nova lesão do Gatito?

Ricardo Bastos: – No jogo contra o Sport, o Gatito teve uma lesão na mão, uma fratura completa da estilóide da ulna. Para um goleiro é incompatível com qualquer treino. Se fosse um jogador de linha tudo bem, mas um goleiro tem que tratar, consolidar. Foi feito isso, a gente tratou dele com tudo de melhor disponível no mercado: imobilização, pulsoterapia, exames de ressonância, tomografia... Toda recuperação dele foi feita, e com os exames vimos que estava consolidado. Com dez semanas consolidou bem e passamos para a fase de recuperação, com fisioterapia, reforço muscular, ganho de movimento... E voltou com tudo tranquilo para jogar contra o Sport.

– No dia 23 de agosto, no treino lá em cima de finalização, no final da atividade, em uma bola chutada no canto, ele pulou e botou a mão. Não sei se pegou de mal jeito, mas a mão foi toda para trás, e aí sofreu uma lesão no ligamento. Foi na parte ulnar da mão, que é um pouquinho no mesmo nível da ulna, mas na parte lateral. Ou seja, zerou o processo. Uma pessoa que está voltando para jogar teria que fazer todo o tratamento de novo. Aí a gente julgou chamar um especialista para acompanhar o caso, que ficou mais complicado.

Quem foi o especialista que vocês procuraram?
– Levamos para o Rodrigo Berlink, que trabalha no Comitê de Medicina Esportiva do Rio comigo. Junto com sua equipe, ele avaliou o Gatito como um todo e optou pelo tratamento conservador: analgesia, uma especialista fazendo a parte de recuperação, fisioterapia... Isso em agosto. E ele vem nessa pegada. No mês passado, ele procurou outro especialista de mão, Dr. Ricardo Laranjeiras, e as duas equipes corroboraram com a nossa no tratamento conservador, não cirúrgico.

Ricardo Bastos: – No jogo contra o Sport, o Gatito teve uma lesão na mão, uma fratura completa da estilóide da ulna. Para um goleiro é incompatível com qualquer treino. Se fosse um jogador de linha tudo bem, mas um goleiro tem que tratar, consolidar. Foi feito isso, a gente tratou dele com tudo de melhor disponível no mercado: imobilização, pulsoterapia, exames de ressonância, tomografia... Toda recuperação dele foi feita, e com os exames vimos que estava consolidado. Com dez semanas consolidou bem e passamos para a fase de recuperação, com fisioterapia, reforço muscular, ganho de movimento... E voltou com tudo tranquilo para jogar contra o Sport.

– No dia 23 de agosto, no treino lá em cima de finalização, no final da atividade, em uma bola chutada no canto, ele pulou e botou a mão. Não sei se pegou de mal jeito, mas a mão foi toda para trás, e aí sofreu uma lesão no ligamento. Foi na parte ulnar da mão, que é um pouquinho no mesmo nível da ulna, mas na parte lateral. Ou seja, zerou o processo. Uma pessoa que está voltando para jogar teria que fazer todo o tratamento de novo. Aí a gente julgou chamar um especialista para acompanhar o caso, que ficou mais complicado.

Quem foi o especialista que vocês procuraram?
– Levamos para o Rodrigo Berlink, que trabalha no Comitê de Medicina Esportiva do Rio comigo. Junto com sua equipe, ele avaliou o Gatito como um todo e optou pelo tratamento conservador: analgesia, uma especialista fazendo a parte de recuperação, fisioterapia... Isso em agosto. E ele vem nessa pegada. No mês passado, ele procurou outro especialista de mão, Dr. Ricardo Laranjeiras, e as duas equipes corroboraram com a nossa no tratamento conservador, não cirúrgico.

Fonte: (G1)

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Gisele Ramos

Gisele Ramos é designer gráfico formada em Publicidade e Propaganda, diretora da Gitramos Publicidade, redatora do Diário Notícias e está atualmente em processo para uma cirurgia bariátrica. Não se incomoda nenhum pouco em ser gordinha,mas a saúde vem sempre em primeiro lugar.  Instagram: giseletramos

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