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Sem médicos especializados, governo não prevê prazo para implantar serviço de cirurgia cardíaca em bebês

09 Abril 2019
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No momento quatro recém-nascidos estão na lista de espera para fazer cirurgia em outros estados. Muitos morrem à espera do procedimento.

Nenhum hospital público do Tocantins faz cirurgia cardíaca infantil. Os bebês que nascem com malformação no coração precisam ser transferidos para outros estados, mas alguns não resistem ao tempo. O governo informou que faltam médicos especializados e não estipulou um prazo para implantar o serviço aqui no Tocantins.

"São profissionais raros, os cirurgiões pediátricos que tratam de cirurgia cardíaca e a médio prazo esperamos obter uma solução, uma pactuação com o município de Araguaína para fazermos cirurgias dentro do hospital municipal", disse o superintendente assuntos jurídicos da Saúde Marcus Sena.

No ano passado, 102 bebês que nasceram no Tocantins foram transferidos para outros estados. Um terço dos casos, foi por ordem na Justiça. Outros 19 recém-nascidos morreram à espera de cirurgia no coração.

Bebês estão morrendo na fila de espera por cirurgias cardíacas no Norte do país

"O estado não está cumprindo nem o dever que a decisão judicial já impôs, que é de credenciar e encaminhar diretamente esse bebês e muito menos preparando a organização de um serviço aqui", argumentou o defensor público Arthur Pádua.

No momento quatro recém-nascidos estão na lista de espera. O bebê, de apenas 7 dias, Luis Otávio, chegou a ser transferido para Goiânia depois de uma decisão judicial, mas ele não resistiu. Ele morreu após fazer uma cirurgia.

 

"Já tinham feito a cirurgia, mas ele não reagiu, tentaram reanimar, mas o coração parou e não funcionou mais. Foi uma hora tentando reanimá-lo", contou a tia da criança, Patrícia Carvalho.

Luis tinha síndrome de hipoplasia e deveria ter passado por cirurgia ainda na barriga da mãe. A família procurou o Ministério Público e a Justiça determinou que o parto do bebê fosse feito e a cirurgia ocorresse em até 24 horas após o nascimento.

Fonte:(G1)

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Eduardo Spider

Eduardo Spider é viciado em Netflix e jogos multi-usuários. Ainda ganha mesada do pai e detesta fazer exercícios. Nada como um grande balde de pipoca e cinema. Pretende se formar em Direito...ou esquerdo. Qualquer um serve.

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