Wellington Nem reforça amor ao Fluminense e revela choro ao sair do clube em 2013: "Não queria"

19 Julho 2019
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Apresentado nesta tarde no centro de treinamento tricolor, atacante de 27 anos diz que esperará Luciano definir sua situação para saber se vestirá número 18 que utilizou no título brasileiro

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Seis anos depois, Wellington Nem está de volta ao Fluminense. Prata da casa, o novo reforço foi apresentado nesta sexta-feira, após o treino da manhã no CTPA, e deu sua primeira entrevista oficial como jogador do clube novamente.

- A felicidade é imensa de poder vestir essa camisa. Já tínhamos tentado (voltar para o Fluminense) três ou quatro vezes e agora com muita batalha conseguimos. Não tem alegria maior.
O atacante de 27 anos chega ao Fluminense emprestado até o fim do ano pelo Shakhtar Donetsk, da Ucrânia. Em 2013, ele fez o caminho inverso: foi vendido pelo Tricolor ao clube ucraniano. Segundo Nem, se dependesse dele, sequer teria saído do Flu. Na coletiva, revelou que até chorou na despedida.

- O amor pelo clube é a minha maior motivação. Sou tricolor desde pequeno. Fui para a Europa com pensamento de estar aqui. Quando tive a proposta para ir para o Shakhtar, eu não queria. Chorei muito antes do jogo contra o Criciúma. Voltar é o amor pelo clube, pelo presidente e pelo Celso também, que conversaram comigo, que fizeram o projeto. Isso foi maior.

Ao explicar volta, Nem contou que na Ucrânia não se sentia feliz e ainda ficava longe da família:

- No Shakhtar eu tinha tudo, menos o que eu mais prezo, que é a alegria. Aqui, tenho isso. Minha família está aqui, todos são tricolores e posso ficar perto deles. Chegaram outras coisas para mim, mas não aceitei porque queria voltar ao Fluminense. O que eu mais prezo na vida é a alegria e o amor

Campeão brasileiro de 2012 pelo Fluminense com a camisa 18, Nem não teve o número confirmado em sua apresentação. Atualmente, é Luciano o dono da camisa no elenco. O atacante admite que gostaria de usar o número preferido, mas disse que vai esperar o companheiro definir seu futuro para escolher:

 

- Vou esperar o que vai acontecer com o Luciano. Não sei se ele vai embora, estou por fora. Se ele for embora, vou querer jogar com a 18, foi marcante na minha vida, no Fluminense também. Vou esperar um pouco.
Anunciado na última quinta-feira, o jogador chegou ao Brasil no mesmo dia e já conheceu os novos companheiros. Ele estava de férias após a temporada europeia e fez o primeiro treino no CT do Fluminense nesta manhã.

 

Wellington Nem é o terceiro reforço acertado pela nova diretoria do Fluminense. Além do atacante, o Tricolor fechou neste meio de ano com o goleiro Muriel e o meia Nenê. Na entrevista coletiva, o presidente Mário Bittencourt falou sobre a negociação e destacou os esforços do vice Celso Barros, que não pôde estar presente na coletiva por estar internado com pneumonia, e do diretor executivo de futebol Paulo Angioni.

- O Wellington fez de tudo para voltar ao Fluminense. Tentamos outras vezes e sempre tivemos muitas dificuldades. Dessa vez, tentamos outra estratégia liderada pelo Paulo e pelo Celso. Todo o staff que cuida da carreira dele se empenhou demais também. A dificuldade foi ele sair de lá, porque a conversa entre Wellington e Fluminense foi fácil - explicou o mandatário.

 

Atacante de lado de campo, o novo reforço terá a concorrência principalmente de Yony González, além de João Pedro e Marcos Paulo, que também fazem a função. Outras opções para a posição são Kelvin, Brenner, Ewandro e Pablo Dyego.

Confira as demais declarações de Wellington Nem:
Como chega o Wellington Nem?
Chego muito bem. No Shakhtar fui titular, fiz gols, dei assistências. Joguei muitos jogos e não tive lesão desde que saí do São Paulo. Chego muito bem.

Histórico de lesões
Coisas da vida, aconteceu. Todo mundo que entra no campo está sujeito a isso. Me machuquei jogando e em acidentes. Me dedico ao máximo para estar bem e jogar.

Condição física
Ainda não estou pronto, faltam umas duas semanas. Vamos conversar aos poucos com a comissão técnica para ver quando vou poder jogar.

Estilo de Fernando Diniz
Para fazer gol e controlar o jogo, tem que estar com a bola. No Shakhtar a gente jogava desse jeito. Sempre ficamos com a bola e tentamos rondar a defesa adversária. Ainda não conversei muito com ele, mas estou muito ansioso para começar a jogar.

Ligação com o Flu
Sempre quis estar aqui, até quando fui para a Europa. Quando saí, chorei muito. Lembro bem do jogo contra o Criciúma, foi difícil para mim. Agora, o Mário e o Celso conseguiram apresentar um projeto e deu certo.

Nunca atuou no Maracanã
Nunca joguei no Maracanã, só pelo júnior. Vai ser uma alegria imensa jogar pelo Fluminense lá. Será uma emoção diferente.

Parceria com Pedro e João Pedro
Vou dar toda a confiança para eles entrarem no campo e dar o máximo, com alegria e vontade. Se errar, tem que continuar tentando, porque as coisas vão acontecer. Eles são experientes, começaram bem. O João Pedro está fazendo gols, o Pedro já foi até chamado para a Seleção. Já demonstraram no profissional que são bons jogadores.

(Globo Esporte)

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Eduardo Spider

Eduardo Spider é viciado em Netflix e jogos multi-usuários. Ainda ganha mesada do pai e detesta fazer exercícios. Nada como um grande balde de pipoca e cinema. Pretende se formar em Direito...ou esquerdo. Qualquer um serve.

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