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Líder de partido nacionalista da Alemanha é espancado por grupo de homens encapuzados

08 Janeiro 2019
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Partido AfD diz que ataque teve motivações políticas e criticou partidos opositores.

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Um deputado do partido nacionalista Alternativa para a Alemanha (AfD, na sigla em alemão) foi espancado a pauladas na noite de segunda-feira (7) por um grupo de homens encapuzados. A vítima, Frank Magnitz, é presidente da sigla em Bremen, cidade onde foi agredido com vários golpes na cabeça e no rosto.

Uma foto divulgada pelo partido alemão mostra Magnitz com um ferimento grave na cabeça. Segundo comunicado do AfD divulgado no Facebook, o parlamentar está internado em estado grave. "É um dia sombrio para a democracia", diz o texto, que afirma que o ataque tem motivações políticas.

"É isso que as outras forças políticas querem? É esse seu entendimento de democracia? Novamente, o AfD está no foco dos ataques esquerdistas que não são condenados nem mesmo apoiados pelos outros partidos", questiona o comunicado do AfD.
A polícia de Bremen trabalha com a hipótese principal de que o atentado tenha motivações políticas e abriu uma comissão especial para apurar o caso. As autoridades, porém, não detalharam o andamento das investigações.

Segundo a rede de TV alemã Deutsche Welle, o ministro do Exterior da Alemanha, Heiko Maas, afirmou que a "violência jamais deve ser um meio do debate político – não importa contra quem nem os motivos."O partido AfD se tornou a terceira maior força do Parlamento alemão após as eleições legislativas de 2017. A sigla, considerada nacionalista, é cética em relação à União Europeia e critica a política migratória da chanceler Angela Merkel, que considera flexível demais.

Opositores acusam o partido de abrigar políticos neonazistas e de disseminar o ódio contra imigrantes, principalmente muçulmanos. Em 2016, no auge da crise migratória na Europa, uma das líderes do AfD defendeu que a polícia atirasse, "se necessário", em imigrantes que forçassem o cruzamento da fronteira alemã.

Recentemente, uma escola de Berlim rejeitou a matrícula de um aluno porque ele era filho de um integrante do AfD. A decisão tomada pela instituição de ensino recebeu críticas até mesmo de siglas opositoras ao partido nacionalista, como o SPD, de centro-esquerda.

Fonte: (G1)

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Eduardo Spider

Eduardo Spider é viciado em Netflix e jogos multi-usuários. Ainda ganha mesada do pai e detesta fazer exercícios. Nada como um grande balde de pipoca e cinema. Pretende se formar em Direito...ou esquerdo. Qualquer um serve.

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