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Tzipi Livni, opositora de Netanyahu, se retira da política e anuncia que seu partido não concorrerá nas eleições de Israel

18 Fevereiro 2019
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Recentes pesquisas indicam que seu partido centrista não atingiria votação suficiente para conseguir cadeira no Parlamento.

A deputada e veterana líder centrista israelense Tzipi Livni anunciou nesta segunda-feira (18) sua saída da primeira linha política de Israel após 20 anos como parlamentar e disse que o partido que lidera, Hatnuah, não concorrerá às próximas eleições gerais de abril, informou o site "Ynet".

Livni, antiga chefe das negociações com os palestinos e ex-ministra de Relações Exteriores e Justiça, tomou esta decisão para evitar que o bloco de centro-esquerda israelense perca apoios no pleito, declarou em entrevista coletiva.

"Tenho a força interna para continuar lutando pelo que acredito, mas careço da força política para implementar minha ideologia. Nunca me perdoarei se os votos creditados a mim forem desperdiçados", explicou Livni, segundo as declarações coletadas pelo "Ynet".
Antes de anunciar sua retirada, Livni tentou estabelecer alianças com partidos como Resiliência para Israel, liderado pelo ex-chefe do Estado Maior do Exército israelense Beni Gantz, bem situado nas pesquisas, mas este rejeitou a união.

Também tratou de estabelecer vínculos com o ex-jornalista e líder centrista Yair Lapid, à frente do partido opositor Yesh Atid (Há Futuro), outra opção que finalmente foi descartada.

As recentes pesquisas indicam que a formação centrista não obteria suficiente apoio para atingir a porcentagem de 3,25% de votos que marcam o mínimo requerido para conseguir cadeira no Parlamento israelense (Knesset). Diante desta situação, Livni decidiu não concorrer ao pleito para evitar que a centro-esquerda perca representação.

Chefe da oposição
Livni foi chefe da oposição no Knesset até janeiro de 2019, quando o líder do Partido Trabalhista de Israel, Avi Gabai, anunciou a separação da coalizão União Sionista, rompendo com a principal plataforma opositora que era integrada ao lado do Hatnuah e que era liderada pela veterana parlamentar.

Esta era partidária da via de dois Estados como solução para o conflito palestino-israelense, um assunto que por enquanto ficou em segundo plano no debate eleitoral de Israel.

Segundo um analista do "Ynet", Elior Levy, a saída de Livni representa "um reflexo" da pobreza da política israelense. A centrista, "além de Benjamin Netanyahu, é a figura mais experimentada e madura" para a "posição de primeiro-ministro", considera o especialista, que assegura que "a falta de interesse" do público israelense no partido "é um reflexo perfeito de sua falta de interesse no assunto palestino".

Fonte:(G1)

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Eduardo Spider

Eduardo Spider é viciado em Netflix e jogos multi-usuários. Ainda ganha mesada do pai e detesta fazer exercícios. Nada como um grande balde de pipoca e cinema. Pretende se formar em Direito...ou esquerdo. Qualquer um serve.

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