Política

Jungmann diz ser difícil coletar provas para comprovar envolvimento de políticos e agentes públicos na morte de Marielle

08 Agosto 2018
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Para ministro da Segurança Pública, dificuldade é encontrar provas 'substantivas' para punir responsáveis pelo assassinato da vereadora. Ele disse ainda que não se pode apressar investigação.

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O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, afirmou nesta quarta-feira (8) que a dificuldade da investigação da morte da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ) e do motorista Anderson Gomes está em coletar provas para comprovar envolvimento de agentes do Estado, políticos e milícias no crime.

Jungmann participou nesta quarta de um evento em Brasília promovido pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e foi questionado por jornalistas sobre o andamento das investigações.

"Você tem a necessidade de estabelecer a autoria, digamos assim, intelectual [do crime], obter e coligir provas pra isso. Então essa é a dificuldade que se tem. Já foram citados políticos, já foram citados membros de milícias e agente públicos também. Apenas o que dificulta é a necessidade de você fazer a comprovação de tudo isso. Mas vai chegar a hora da justiça e eu tenho certeza que nós vamos punir os responsáveis pela morte da Marielle", afirmou o ministro.

Um dia antes, o ministro já havia dito em entrevista ao programa “Entre Aspas”, da GloboNews, que o envolvimento de políticos e agentes do Estado dificultava o esclarecimento do assassinato.

Na ocasião, o ministro disse que haviam duas dificuldades para esclarecer o crime.

“Em primeiro lugar é o fato, que é difícil de te responder... Com as informações que tenho, eu não posso trazer todas aqui porque senão eu criaria problemas para a própria investigação. Em segundo lugar, a complexidade. Esse assassinato da Marielle envolve agentes do Estado. Envolve, inclusive, setores ligados seja a órgãos de setores do Estado seja a órgãos de representação política”, disse à Globo News.

Nesta quarta, ao conversar rapidamente com jornalistas, Jungmann reconheceu que há urgência da população e do país para que o crime seja esclarecido. Mas explicou que, diante da dificuldade na coleta de provas substanciais, não se pode apressar a equipe responsável pela investigação.

"Não se pode apressá-los, porque eles têm que produzir provas e essas provas têm que ser substantivas. E elas têm que passar pelo teste de verificação de promotoria, de advogados, do Ministério Público e do próprio juiz", explicou o ministro da Segurança Pública.

Caso Marielle
Marielle e o seu motorista foram mortos a tiros dentro do carro, na noite de 14 de março no Estácio, bairro na região central do Rio. Desde o início, a principal linha de investigação é execução.

Até o momento, a Delegacia de Homícidios da Capital (DH) informou que dois suspeitos de envolvimento com a morte da vereadora foram presos. Os dois são suspeitos de integrarem uma milícia no Rio.

Quase dois meses após o crime, uma reportagem do jornal O Globo apontou indícios do que pode ter sido a articulação para matar Marielle. A reportagem apontava que uma testemunha deu à polícia novas informações que implicaram no assassinato o vereador Marcello Siciliano (PHS) e o ex-PM e miliciano Orlando de Curicica.

A testemunha – que integrava uma milícia na Zona Oeste do Rio e foi aliado de Orlando – contou à polícia ter testemunhado uma conversa entre Siciliano e o miliciano na qual os dois arquitetaram a morte da vereadora. A motivação para o crime, segundo a testemunha, seria a disputa por áreas de interesse na região de domínio de Orlando.

No ultimo domingo (5), a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) solicitou ao governo federal que adote medidas cautelares para proteger Mônica Benício, viúva da vereadora.

O órgão atendeu a pedido feito por Mônica após sofrer ameaças presenciais e pela internet.

A partir desse pedido e da falta de informações sobre o andamento da investigação do assassinato de Marielle (o caso está sob sigilo), a Comissão considerou que "a beneficiária proponente está numa situação de risco grave no que diz respeito ao seu direito à vida e à integridade pessoal".

Também considerou que há urgência no pedido por causa de ameaças e advertências feitas à viúva da vereadora.

Fonte: (G1)

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Gisele Ramos

Gisele Ramos é designer gráfico formada em Publicidade e Propaganda, diretora da Gitramos Publicidade, redatora do Diário Notícias e está atualmente em processo para uma cirurgia bariátrica. Não se incomoda nenhum pouco em ser gordinha,mas a saúde vem sempre em primeiro lugar.  Instagram: giseletramos

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