Política

'Lamentavelmente esses fatos podem acontecer, diz Moro sobre músico morto a tiros pelo Exército no Rio

10 Abril 2019
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Ministro da Justiça e Segurança Pública classificou como 'incidente bastante trágico' caso ocorrido no domingo (7). Ele deu entrevista ao 'Conversa do Bial' nesta terça-feira (9).

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Sérgio Moro classificou como "incidente bastante trágico" a morte do músico Evaldo dos Santos Rosa, de 51 anos, que na tarde de domingo (7) teve o carro que dirigia fuzilado por soltados do Exército no Rio. "Lamentavelmente, esses fatos podem ocorrer", disse o ministro da Justiça e Segurança Pública nesta terça-feira (9) em participação no programa "Conversa com Bial".

"Não se espera, não se treina essas pessoas para que isso aconteça, mas, tendo acontecido, o que conta é o que as autoridades fazem a esse respeito", continuou Moro.

Como a entrevista exibida nesta terça havia sido gravada dias antes da ação que matou Rosa e deixou outros dois feridos, Bial voltou a conversar com o ministro, desta vez por videoconferência, para tratar especificamente do assunto (assista à íntegra da participação de Moro no "Conversa com Bial").

"Pelo que eu entendi no episódio, e mais uma vez destacando que ele está em apuração pelo Exército, aparentemente não teria havido sequer uma situação de legítima defesa", respondeu Moro quando perguntado por Bial se a conduta dos militares, de disparar 80 tiros contra o automóvel de Rosa, se enquadraria em situação de "escusável medo, surpresa ou violenta emoção".

O questionamento refere-se a uma das alterações propostas no projeto de lei anticrime apresentado pelo ministro da Justiça ainda no início de fevereiro.

O caso
Evaldo dos Santos Rosa morreu por volta das 14h40 de domingo, quando dirigia seu carro pela Estrada do Camboatá, em Guadalupe, Zona Norte do Rio. Quando estava quase chegando ao acesso à Avenida Brasil, foi alvo de pelo menos 80 disparos de fuzis de soldados do Exército.

No veículo, estavam também a esposa, o filho, de 7 anos, e o sobro do músico, além de uma amiga da família. Os sobreviventes disseram que que estavam indo a um chá de bebê.

 

Num primeiro momento, o Comando Militar do Leste afirmou que a vítima era um assaltante. Depois, citando "inconsistências" nos depoimentos, determinou a prisão em flagrante de dez dos 12 militares ouvidos, "em virtude de descumprimento de regras de engajamento".

Para o delegado Leonardo Salgado, da Delegacia de Homicídios do Rio de Janeiro, "tudo indica" que os militares do Exército se confundiram.

Fonte:(G1)

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Eduardo Spider

Eduardo Spider é viciado em Netflix e jogos multi-usuários. Ainda ganha mesada do pai e detesta fazer exercícios. Nada como um grande balde de pipoca e cinema. Pretende se formar em Direito...ou esquerdo. Qualquer um serve.

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